“Empresas que estão começando a atuar nesses setores assumem muitos riscos, já que trabalham muitas vezes em ambientes ‘aregulados’. As tecnologias emergentes oferecem não apenas oportunidades inovadoras, mas também desafios regulatórios complexos e em constante evolução.” — Matheus Puppe, advogado especializado em direito digital.
Direito Digital: o desafio de regular tecnologias emergentes
O avanço de Inteligência Artificial, criptomoedas e tokens está criando um novo cenário de oportunidades e desafios. Além do potencial de inovação, essas tecnologias levantam questões sobre ética, responsabilidade algorítmica e privacidade.
Segundo o advogado especializado Matheus Puppe, empresas que atuam nessas áreas frequentemente operam em ambientes ainda sem regulamentação definida, o que aumenta os riscos. O papel do direito digital, portanto, é orientar organizações para que estejam em conformidade com legislações nacionais e internacionais, sem comprometer a inovação.
Com uma carreira marcada por formação internacional na Alemanha, Suécia, Bélgica e República Tcheca, Puppe combina experiência prática e visão global. Ele já atuou em temas como proteção de dados (GDPR), tokenização e regulação de criptoativos, participou da CPI dos Criptoativos e integra órgãos como o Comitê de Integridade do CNJ e a Comissão Especial de Direito Digital.
Para ele, a chave está em unir inovação e segurança jurídica, ajudando empresas a navegar em um ambiente regulatório complexo e em constante mudança.
Fonte: “Direito digital busca regularizar novas tecnologias que estão se popularizando”, Correio Braziliense, 10/10/2024. Disponível em: correiobraziliense.com.br



